A escritora paraibana, Jadna Alana, é a vencedora da 10ª edição do Prêmio Kindle de Literatura, com a obra Barquinho de papel. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (23) pela Amazon e Grupo Editorial Record. A iniciativa, realizada em parceria com TAG Experiências Literárias e apoio da Audible, revelou o resultado durante evento em São Paulo que reuniu autores, jornalistas, agentes e influenciadores literários.
Alana receberá R$ 50 mil (R$ 40 mil em dinheiro e R$ 10 mil em adiantamento de royalties da Record), terá sua obra publicada pela editora e distribuída em edição especial aos associados da TAG. A autora também integrará o corpo de jurados da próxima edição.
O Prêmio Kindle de Literatura celebra e promove obras literárias inéditas brasileiras, nos gêneros de ficção e romance, publicadas exclusivamente via Kindle Direct Publishing (KDP) – a ferramenta gratuita de autopublicação da Amazon que empodera autores a manterem o controle criativo e a obterem até 70% de royalties, construindo carreiras literárias sustentáveis em seus próprios termos.
Nessa edição, foram registradas mais de 3.200 inscrições. Os finalistas receberam reconhecimento, com direito a terem seus livros adaptados para audiolivro pela Audible e resenhados por influenciadores do nicho literário no perfil do Kindle Brasil no Instagram. São eles: ‘O Despojo do Caramujo, Breve Romance de Despedida’, de Marília Lovatel; ‘A Casa de Farinha’, de Bruno Andrade; ‘Livre de Água e Sal’, de Katarine Vie; e ‘A Parte Cômoda do Infinito’, de Renata Camargo.
A comissão julgadora foi formada pela jornalista e criadora do Vá Ler um Livro, Tatiany Leite, escritora e finalista do 61º Prêmio Jabuti, Lubi Prates e editor-chefe do PublishNews, Guilherme Sobota.
Barquinho
Segundo integrantes da comissão, a obra vencedora conquistou os jurados por sua originalidade, força narrativa e autenticidade regional. A obra também venceu o Prêmio Carolina Maria de Jesus em 2023.
O livro traz Jurema, uma menina de alma danada e inquieta, que vive na orla de Cruz-credo, um vilarejo baiano esquecido. Por diversão, gosta de provocar padre Cícero, guardião da capela azul que vela o povoado, na qual os moradores fazem suas interseções. O padre ainda tem esperança de catequizá-la e ela, apesar da vida simples e das figuras que compõem o vilarejo, sonha com o além-mar: quer velejar o mundo em um barquinho feito de palavras esquecidas.
Filha da terra e da falta, cresce entre palavras e restos do mundo, encontrando no lixo da comunidade pedaços de histórias, cartas inacabadas, folhas marcadas de memórias. Com esses retalhos de vida, começa a construir um barquinho, pequeno, de papel, mas forte o suficiente para carregar o que deseja deixar e o que insiste em ficar.
Serviço

Barquinho de papel – Jadna Alana
A obra está disponíveis na Loja Kindle e no Kindle Unlimited
92 páginas
Comprando pelo link, você ajuda o LiterAll sem pagar nada a mais por isso.



