“Oscar dos Quadrinhos” recebe inscrições até 22 de março

Manu Zambon
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Foto: Divulgação

A expectativa é reunir mais de 1.500 obras inscritas

A 38ª edição do Troféu HQMIX, conhecido como o “Oscar dos Quadrinhos”, está com inscrições abertas até o dia 22 de março de 2026. Interessados devem se cadastrar pelo site oficial do prêmio, que também traz o regulamento completo aos candidatos. O valor da taxa de inscrição é R$ 45 por categoria.

Podem participar autores, editoras e produtores com trabalhos lançados entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025. O prêmio é organizado pela Associação dos Cartunistas do Brasil e pelo Instituto do Memorial de Artes Gráficas do Brasil.

Segundo um dos fundadores do prêmio, o cartunista José Alberto Lovetro, o Jal, e Gualberto Costa, o Gual, um dos organizadores do HQMIX, em 2025 foram mais de 1.500 inscrições nos diversos itens da premiação. Neste ano, a expectativa é que o número de participantes seja ainda maior.

A organização ainda não divulgou o nome a ser homenageado neste ano, mas o foco é prestigiar um artista indígena.

Categorias

São 28 categorias com votação aberta ao público, disponíveis para a inscrição dos interessados. São aceitas publicações de aventura/terror/fantasia, clássico, humor, tira, minissérie, infantil, juvenil, mix (obra de coletânea com vários autores em um mesmo volume), adaptação para quadrinhos, edição especial estrangeira ou nacional, independente em edição única, entre outras.

Há também as categorias acadêmicas e especiais, sendo que as inscrições para essa última não são submetidas à votação pública. Os vencedores são escolhidos pela Comissão Organizadora do Prêmio HQMIX, seguindo critérios técnicos de avaliação.

Premiação

O vencedor será informado pela organização e deve se manter em sigilo para que a lista de vencedores seja divulgada pelo Troféu HQMIX. A obra vencedora em cada categoria receberá um troféu, entregue pessoalmente ao vencedor durante evento especial que marcará a edição de 2026.

A tradicional premiação foi criada em 1989 pelos cartunistas Jal e Gual, para reconhecer e divulgar a produção nacional, acompanhando o crescimento contínuo do setor, tanto em volume quanto em diversidade e qualidade das obras publicadas.

Produção nacional

Ao LiterAll, os cartunistas projetam que, no País, há aproximadamente cerca de 20 milhões de leitores de quadrinhos ativos que compram pelo menos uma revista no ano. Mas, segundo eles, esse número se multiplica porque para cada revista vendida tem média de, pelo menos, três leitores.

“O maior dado é que a grande maioria do povo brasileiro já leu alguma vez na vida quadrinhos. Portanto é um dos maiores mercados de publicações no mundo. Poderia ser maior se tivéssemos mais formação de editores de quadrinhos nas universidades. Apenas a USP tem um curso especial na ECA criado pela professora Sonia Luyten na década de 70”, detalha Jal.

Os cartunistas também ressaltam a importância de Maurício de Sousa no fomento dos quadrinhos, com 12 milhões de revistas impressas por ano. “Ele cria o leitor de quadrinhos antes da alfabetização e com isso ajuda a termos leitores desde criança que depois vão para os outros títulos. O mercado precisa dos quadrinhos de estúdios e de autores independentes que alimentam as novas ideias e mantêm público leitor adulto”, finaliza Jal.

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