Quem visitar o estande da editora Lote 42 n’A Feira do Livro 2026, em São Paulo (SP), vai encontrar uma experiência que mistura literatura, design gráfico e impressão artesanal.
Uma placa de compensado naval sustenta uma engenhoca desenvolvida ao longo dos últimos meses pela Lote 42 em parceria com o Estúdio Bolha, Gustavo Piqueira e a Gráfica Viena. A proposta convida o público a criar gratuitamente o próprio marcador de páginas com impressão artesanal.
A peça possui uma área branca central com um berço onde é colocada uma filipeta impressa apenas no verso. Em volta dela, quatro abas representam as cores da escala CMYK. Cada aba contém um carimbo do tamanho do marcador com uma parte da arte final.
O funcionamento também foge do convencional. Diferentemente do processo tradicional de impressão relevográfica, em que o carimbo é levado até a carimbeira, nesta instalação a lógica se inverte. A carimbeira foi projetada com uma alça e é retirada da base para que, com leves batidas, o carimbo receba a tinta.
Ao virar cada aba e pressionar o centro da peça, as marcas começam a surgir. Camada por camada, a arte vai sendo formada até revelar a frase “LER/VER”. Ao final do processo, o marcador está pronto para acompanhar a próxima leitura.

