O Painel do Varejo de Livros no Brasil divulgou, na última semana, mais uma pesquisa com resultados da venda de livros no País. A pesquisa foi conduzida pela Nielsen Book e divulgada pelo SNEL (Sindicato Nacional dos Editores de Livros).
No 3º período de 2026 – uma comparação entre 24 de fevereiro de 2025 a 23 de março de 2025 e 23 de fevereiro de 2026 a 22 de março de 2026 – o mercado registrou um aumento de 20,2% em volume, totalizando 5,9 milhões de livros. Já no faturamento, cresceu 23,5%, com receita de aproximadamente R$ 306,3 milhões.
Esse desempenho é devido à elevação do preço médio, que avançou 2,8%, chegando a R$ 52,11, além de um desconto médio maior, que atingiu 27,1%.
No acumulado do ano – de 30/12/2024 a 23/03/2025 e 29/12/2025 a 22/03/2026 -, as vendas somaram 16,4 milhões de livros, representando alta de 16,2% em volume frente ao mesmo período de 2025. O faturamento acumulado alcançou cerca de R$ 892,6 milhões, crescimento de 14,5%. Esse resultado confirma que o desempenho do mercado tem sido sustentado principalmente pelo aumento no número de exemplares vendidos, e não por reajustes de preço.
Ficção
A análise por gêneros literários mostra uma mudança relevante na composição do faturamento. A ficção se destaca como o principal vetor de crescimento, ampliando sua participação em 5,7 pontos percentuais no faturamento total.
Além disso, foi o gênero com maior aumento de preço médio, registrando alta de 2,5%. Em contrapartida, os segmentos de não ficção trade e não ficção especialista apresentaram redução de participação, enquanto o grupo infantil, juvenil e educacional manteve relativa estabilidade.
“Ainda estamos bem no início do ano e qualquer previsão para o restante de 2026 poderia soar como exagerada, ainda mais em um ano com tantos eventos relevantes como Copa do Mundo e eleições gerais, mas o crescimento constante nos três primeiros períodos, com taxas acima de 20% nessa última medição alimentam um certo otimismo”, comenta Dante Cid, presidente do SNEL. “Tivemos, inclusive, aumento também no número de ISBNs, um relevante marcador da bibliodiversidade, que havia encolhido no ano passado.”
Os números têm como base o resultado da NielsenIQ BookScan Brasil, que apura as vendas das principais livrarias e supermercados no país.


